Lembre-se daquele frio na barriga, que todo mundo conhece e tem, seja antes de uma apresentação importante no trabalho, seja antes da luta ou mesmo antes de chegar naquela gata que você tem paquerado a noite toda. Ele é muito mal interpretado como um sinal de nervosismo, um aviso de que tudo pode dar errado, de que estamos perdendo o controle etc. E, por isso, somos instruídos a “relaxaaar”.
Cresce absurdamente a quantidade de psicólogos voltados ao ensino do relaxamento, de técnicas de visualização, para que você não sinta tudo isso quando sob pressão. Aliás, estresse, nesse sentido da palavra, virou o inimigo a ser combatido. A quantidade de dinheiro gasto em workshops, treinamento de pessoal a respeito disso é absurda. Seja entre executivos, entre grandes atletas ou entre músicos. Mas seria essa abordagem de relaxamento a melhor maneira de lidar com situação de grande tensão?
Talvez não. De fato, como o Dr. John Eliot, no seu livro Overachievement, tudo isso é um mal-entendido, caminhando por gerações. Todas essas mudanças rápidas que seu corpo passa numa situação “extrema” são adaptações evolutivas. E positivas.
Todas essas alterações fisiológicas acontecem por um motivo: levar sua performance para outro nível quando a situação exigir. Então, não faz sentido querer relaxar, fazer toda essa sensação ir embora, porque ela não vai e, se for, você vai perder todo esse estímulo natural que te ajudaria.
De fato, sempre há uma memória nossa na qual nossa performance foi péssima. Seja aquela peça infantil em que você esqueceu a fala e ficou envergonhado na frente da escola inteira, seja naquela entrevista de emprego, na qual você “congelou” e gaguejou o tempo todo. Usualmente, nossos pais e amigos atribuem esse fenômeno ao fato de estarmos nervosos. Bobagem. O que provavelmente aconteceu é que realmente não estávamos preparados o suficiente, nem para atuar, nem para a entrevista, e culpamos uma reação fisiológica que surgiu para nos ajudar nesses momentos!
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